De TUDO QUE VI a cidade cortada pelo rio Danúbio guarda os encantos de épocas de reinados, com destaque para as cúpulas douradas, mas nota-se a exploração dos períodos de dominação comunista.

Numa viagem de trabalho a Viena, capital da Áustria, entre as opções de excursão panorâmica, daquelas com ida e volta no mesmo dia, a decisão foi conhecer Budapeste, com uma rápida parada em Bratslava. Outra opção, dentro do mesmo tempo, seria um tour de um dia a Praga, capital da República Tcheca, onde já havia estado pouco tempo antes. Apesar do tempo limitado, é válido conhecer lugares novos e perceber a cultura de um povo.

Budapeste1

Às margens do Rio Danúbio, em plena Europa Central, Budapeste tem uma rica história. No alto da colina, onde foi construído um castelo (Budai Vár), ficava Buda e perto dela Ôbuda, na margem direita do rio. Na margem esquerda ficava Peste. A união delas coincidiu com a construção da Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a primeira das 10 pontes existentes sobre o rio. Algumas delas ligam o continente a algumas ilhas formadas pelo rio.

Budapeste rio e pontes

O país foi dominado pela Rússia até o fim da guerra fria, fase final de períodos em que integrou impérios e esteve sob domínios estrangeiros.

Os prédios imponentes refletem momentos ricos, mas o brilho e o abandono lembram a fase do sistema comunista. A capital da Hungria é fascinante e cheia de contrastes. As cúpulas douradas se destacam na paisagem da cidade, que é a mais populosa do país, com quase 1.800.000 habitantes, a sexta maior da União Europeia. É, também, a sexta cidade mais visitada da Europa, um importante destino turístico.

Budapeste Cúpulas

Entre as atrações, destacam-se:

  • o rio Danúbio (segundo mais extenso da Europa)
  • o Castelo de Buda (normalmente tem músicos tocando violino)
  • a Avenida Andrássy
  • a Praça Vörösmarty, no centro, chamada Praça dos Heróis (guerreiros que representam os fundadores do reino húngaro) e o Museu Metropolitano de Millenium, o segundo mais antigo do mundo, após o de Londres
  • o Parlamento de Budapeste (Országház)
  • o Teatro Nacional

Budapeste castelo

A praça Vörösmarty, com o pavilhão dos guerreiros e o teatro

Por falar na praça, é nela que fica um dos mais tradicionais cafés europeus, o Gerbeaud. Funciona desde 1958. A rainha Sissi, apesar dos cuidados com a silhueta, era frequentadora. A casa serve refeições, mas os doces são o forte, tais como tortas e sobremesas típicas.

Budapeste possui o maior sistema de água termal do mundo, com 125 nascentes, que produzem 70 milhões de litros de água termal por dia, com temperaturas de até 58 °C.

A cidade foi um dos centros de cultura do Renascimento humanista no século XV, esteve sob domínio otomano por 150 anos e teve grande importância no Estado Áustria-Hungria, que existiu até 1918.

O metrô de Budapeste, construído em 1896, quando o pais completou o seu primeiro milênio, é o segundo mais antigo do mundo, atrás apenas do de Londres.

O visitante precisa fazer câmbio de moeda quando chega à Hungria, que não integra a zona do Euro. A moeda continental é bem aceita, mas o troco é sempre em coroas húngaras.

No retorno a Viena, a parada em Bratslava foi rápida, mas suficiente para perceber um lugar bonito, cheio de charme e com obras de arte por toda parte.

Budapeste Bratislava