De TUDO QUE VI, Milão oferece boas atrações para conhecer. A dica é se hospedar numa área central. A cidade, na região da Lombardia, norte da Itália, foi a primeira parada numa das nossas viagens ao país.

 

A nossa ida a Milão aconteceu mais por uma questão de logística do que por escolha. Tínhamos um roteiro definido na Itália e a única cidade italiana para onde a companhia aérea escolhida voava era Milão. E isso foi um facilitador para os nossos planos. Mas foi interessante e valeu muito ter feito essa parada antes de seguir para Veneza, Pádua, Verona, Lago di Como e, depois, Suíça, Alemanha…

Em Milão, conseguimos ver os pontos de interesse previamente mapeados em pouco tempo. Chegamos no final da manhã, deixamos as malas no hotel e já começamos a conhecer a cidade. Nesse tour, estávamos com os pais de Rodrigo.

O primeiro impacto positivo foi a chegada. Do aeroporto de Malpensa, pegamos um confortável trem até Cadorna, uma estação central em Milão, que tem linhas de metrô, bom para quem ainda precisa fazer um novo deslocamento.

Malpensa Express, o trem rápido que liga o aeroporto ao centro de Milão em meia hora

Malpensa Express, o trem rápido que liga o aeroporto ao centro de Milão em meia hora

Ao desembarcar, pegamos as malas e andamos até o terminal do Malpensa Express, onde compramos os tíquetes por 11 Euros e seguimos. Em meia hora chegamos a Cadorna. De táxi, o mesmo percurso seria 80 Euros e o tempo bem maior, por causa do trânsito da rodovia A4. Por 10 Euros tem outro trem que faz algumas paradas ou o serviço de ônibus do aeroporto (ida e volta por 16 Euros). Mas o trem nos serviu muito bem.

De lá, andamos apenas duas quadras até o hotel, que por sua vez ficava a poucas quadras dos principais locais de interesse, o Duomo, a Galeria Vittorio Emanuele II e outros. Escolhemos o Mokinba King Hotel pela localização. Fica no Corso Magenta, perto de tudo. Diária de quarto duplo em torno de €100.

Praça com a catedral e a galeria

Praça com a catedral e a galeria (foto divulgação)

O Duomo di Milano é uma linda catedral na praça central da cidade e é a sede da Arquidiocese de Milão. A sua construção começou em 1386, em estilo gótico francês, mas levou alguns séculos para ficar pronta. Tem 157 m de comprimento e 109 m de largura. Possui cinco naves internas e 40 pilares. Do terraço avista-se toda a cidade.

Milão catedral

A Galeria Vittorio Emanuele II, construída em 1877, atende a todos os gostos, porque tem lojas elegantes das principais grifes – afinal, Milão é a capital mundial da moda -, muitas de joias e de arte, restaurantes para todos os bolsos e, na parte de fora, camelôs oferecendo todo tipo de souvenir.

Milão galeria 1

 Como abrange ruas cobertas e tem quatro pavimentos, é considerado um shopping Center, um dos mais antigos das Europa. O seu nome é uma homenagem ao primeiro rei da Itália.

Milão galeria 2

Além desses dois pontos, visitamos o Teatro Scalla, que tinha encerrado uma reforma. É um dos marcos da cidade e o seu visual interno é realmente impressionante, com um tom dourado na decoração e na iluminação.

Fachada e detalhe da sala principal de apresentação no teatro Scalla

Fachada e detalhe da sala principal de apresentação no teatro Scalla

Em seguida, pegamos um ônibus de city tour para conhecer outros pontos de interesse, tais como o Castello Sforzesco, as portas da cidade, o arco da paz e tivemos uma vista geral de museus e outros monumentos. Tudo isso em apenas uma tarde. À noite retornamos à Galeria para andar um pouco mais e jantar, em um elegante bistrô, entre as várias opções. Foi a primeira oportunidade para provar a culinária local autêntica, com vinho nacional. Comemos no Café Miani, na própria galeria, recomendado pelos melhores guias.

De tanto ver futebol na TV e por observações de Rodrigo, fica a informação: Milão tem dois importantes clubes de futebol, o Milan e a Internazionale, e um importante estádio, o Giuseppe Meazza, conhecido como San Siro (fica no bairro de mesmo nome). Já foi o maior estádio de futebol do mundo. Hoje tem capacidade para 80 mil espectadores. Apesar da rivalidade, o estádio, que é da prefeitura, serve aos dois times e tem administração conjunta entre eles. Infelizmente, o tempo não permitiu uma visita.

Ficar hospedado nessa área central da cidade foi bom para conhecer as atrações locais sem precisar de carro, táxi ou outro transporte. E a estação ferroviária perto é um facilitador.

Na manhã seguinte seguimos a pé para a estação central, onde embarcamos no trem que nos levou para Veneza. Passamos numa loja de conveniência da própria estação para o devido abastecimento de lanches: queijos, torradas, pães e outras coisinhas. Mas tem cafeteria e serviço volante de bebida e comida no próprio trem.

Detalhes da frente da Milano Centrale, do teto com as paredes e as plataformas de embarque

Detalhes da frente da Milano Centrale, do teto com as paredes e as plataformas de embarque

A estação é bonita, bem conservada e imponente, tanto na fachada quanto nas áreas internas. O interessante numa viagem de trem é o cumprimento do horário, além de não precisar passar por um balcão de check in. Basta conferir a plataforma do seu trem no painel e entrar nele.