De TUDO QUE VI, as pontes, o grande canal, a praça de San Marco, tudo supera o imaginário.

Chegamos a Veneza de trem desde Milão. Saindo da estação, cada um com a sua mala, foi só pegar o vaporeto, barco coletivo que nos deixou na porta do hotel. Quer dizer, precisa saber para que lado se quer ir. Os barcos não são circulares. É preciso identificar pelo número o trajeto e o local da parada. O nosso era número 82. Pegamos para o lado contrário e já fizemos um tour. Descemos e pegamos na direção certa.

No continente tem aeroporto e boa infraestrutura, especialmente em Mestre, mas ficar fora de Veneza pode criar limites por conta do horário do transporte. Sendo assim, decidimos ficar em Veneza e não nos arrependemos. Se ficar em Mestre, é preciso ter atenção ao horário de saída do último trem.

Hotel Rialto, bem ao lado da ponte e à beira do Grande Canal

Hotel Rialto, bem ao lado da ponte e à beira do Grande Canal

Ficamos duas noites e escolhemos o hotel Rialto, localização espetacular, à beira do Grande Canal, ao lado da ponte Rialto e perto de tudo. Conseguimos uma oferta de última hora, mas a diária pode superar os €200.

Por mais que seja tão visitada, tão falada e tão mostrada no cinema, na televisão, em revistas e jornais, nada como ver de perto essa cidade que está dentro da água, cortada por canais e onde carro não entra.

Barcos e gôndolas no Grande Canal, com prédios em contato direto com a água

Barcos e gôndolas no Grande Canal, com prédios em contato direto com a água

Veneza está na região do Vêneto, no nordeste do país. Tem pouco mais de 270 mil habitantes e um número de visitantes muito maior do que isso. Da sua área fazem parte algumas ilhas, inclusive Murano e Burano, famosas pela fabricação de artigos em vidro. Uma parte que está em terra firme integra a área de Mestre.

Quando avistar um mar aberto é o mar Adriático. Cena comum é encontrar grandes navios de cruzeiros turísticos.

Estávamos com sr. Claudio e d. Rosilda, pais de Rodrigo. Essa foi uma viagem com vários meios de transporte. Além do trem e de avião, fizemos bons trechos de carro, desde Veneza até a Alemanha e também na França.

Chegamos no final de uma manhã ensolarada. Deixamos as malas no hotel, fomos dar umas voltas, achamos um bom lugar para almoçar um típico spaghetti e rapidamente nos ambientamos. Em muitos lugares, Veneza não parece tão cercada de água. São muitas ruas estreitas e pequenas praças que se abrem. Tudo agradável, com muitas lojas, pequenos mercados, hoteis e um casario antigo.

Veneza ruas

O patrono da cidade é São Marcos: 25 de abril, sua data de fundação, é quando o santo é reverenciado. Veneza é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Fomos logo ver as principais atrações: a Ponte Rialto, a Basílica e a Praça de São Marcos, a ponte dos suspiros, além de caminhar pelas ruas estreitas, atravessar pontes e encontrar museus, igrejas e boa comida.

Em Veneza, há um famoso Festival de Cinema, a Bienal de Artes, uma grande regata (1º domingo de setembro), artesanato em vidro e máscaras (o Carnaval daqui é famoso) e o passeio de gôndola, que é pitoresco.

Máscaras dos antigos carnavais venezianos estão em quase todas as lojas

Máscaras dos antigos carnavais venezianos estão em quase todas as lojas

Na cidade nasceram alguns papas, o famoso compositor Vivaldi e outros artistas.

PASSEIOS EM VENEZA – Tudo é feito a pé. Um bom programa para começar o dia é ir até a Praça de San Marco. Se a maré estiver mais alta do que o comum pode ficar tudo alagado. É bom conferir a tábua de marés.

Veneza San Marco

A visita interna é uma surpresa em cada detalhe, seja nas peças de arte sacra ou nos mosaicos bizantinos, que também se fazem presentes no vizinho Palazzo Ducale.

Além da praça, tem o campanário, a basílica e o Palazzo Ducale ou Palácio dos Doges, como eram chamados os antigos governantes que usavam o local como residência oficial.

Outro bom passeio é ver a ponte dos suspiros por fora e por dentro. Ela liga o Palazzo Ducale a uma antiga prisão. Curiosamente, durante a visita pode-se passar pela ponte e nem perceber, porque parece a extensão de um corredor. A melhor foto para registro é por fora do palácio, pois pode ser identificada aquela ponte ligando os dois prédios.

Chama-se ponte dos suspiros porque era o último local onde passavam os prisioneiros antes de serem confinados e era onde poderiam ver o mar.

Ao lado da Praça e ao lado do Palácio Ducale há um grande espaço chamado Piazzetta. Nesse local ficam vendedores de milho. Um saquinho pequeno faz a festa dos milhares de pombos que existem na área.

A ponte Rialto é uma atração, pois marca o final do trecho mais turístico do Grande Canal e é o centro da área comercial.

Veneza Ponte Rialto

Na ponte funcionam muitas lojinhas, principalmente de produtos com vidro de Murano e lembranças da viagem. Por trás da ponte há o mercado local.

Um bom programa noturno é ficar numa cantina, apreciando a culinária local, com destaque para as maravilhosas pizzas de massa fina e crocante ou um bom spaghetti. O costume local é pedir uma pizza para cada pessoa. Pedimos uma de cada vez, acompanhada de um vinho nacional, mas é um desafio convencer o garçom de que você realmente vai pedir outras. O normal, para o garçom, é anotar todos os pedidos de uma vez.

Deixamos Veneza pouco depois do café da manhã e seguimos de barco-táxi até um ponto do continente, onde ficam as lojas das locadoras de veículos. Em pouco tempo seguimos na estrada que nos levaria para duas noites no Lago di Como. Antes passamos em Pádua, Verona e no Lago di Garda, com muitas histórias para contar.