A capital do Rio de Janeiro é uma cidade (quase toda) linda. A grande quantidade de favelas nos morros não é exatamente uma beleza. Mas as paisagens espetaculares, por todos os lados, enchem os olhos. É um lugar realmente encantador. Há muito o que ver e fazer, por preços quase sempre salgados, mas com jeito dá para fazer bons programas e aproveitar.

Fizemos algumas viagens a outras cidades do estado e temos planos para ampliar essa lista de destinos. Deixamos aqui um breve resumo dessas visitas, normalmente feitas de carro a partir do aeroporto da capital.

Petrópolis e Teresópolis
Nos meses mais frios do ano e que chovem menos (maio a setembro) Petrópolis é o lugar certo para usar aqueles casacos que ficam tanto tempo no armário. Pelo menos para nós, pernambucanos, que convivemos com temperaturas mais amenas apenas no interior do estado. Portanto, em viagens é que dá para se aquecer.

A forma mais prática para quem chega ao Rio pelo aeroporto internacional / Galeão – Antônio Carlos Jobim é pegar um carro na locadora e dirigir cerca de uma hora (60 km) até Petrópolis. De carro, é mais prático para fazer um roteiro para Itaipava e Teresópolis. Mas pode ir de ônibus, com boa oferta.

Já ficamos hospedados no centro de Petrópolis, mas com os nossos filhos escolhemos um hotel na estrada. Parece ter sido uma antiga fazenda, transformada em uma pousada de charme, com ótimo restaurante, piscina aquecida e ao ar livre, chalé com lareira, muito espaço verde, trilhas e até uma enorme hípica. Nesse caso, precisa estar de carro para fazer os programas de visitas.

Rio Petrópolis pousada

Detalhes da pousada, com muitos atrativos e conforto

Detalhes da pousada, com muitos atrativos e conforto

No centro, o destaque é o Museu Imperial e também a casa de Santos Dumont.

Fachada do Museu Imperial

Fachada do Museu Imperial

O Museu Imperial é o principal cartão postal da cidade, programa para o dia e para a noite. A visita interna, aos jardins e a outras dependências e feita durante o dia.

Os jardins possuem árvores de várias espécies, muitas plantas, uma imensidão verde. Ao entrar no enorme palácio, o visitante recebe um tipo de pantufa, uma proteção para preservar o piso. Depois é só seguir o roteiro entre coleções, grandes salões e aposentos da família real, com mobília em mogno, copos de cristal, louças, talheres e até a coroa de D. Pedro II, com brilhantes e pérolas, além do cetro de ouro criado para a coroação de D. Pedro I, em 1822.

Rio Petropolis museu dentro

Um chá ou café na cafeteria Petit Palais completa a visita cheia de charme e história.

No museu há uma atração noturna, um espetáculo de luz e som, usando a fachada do palácio para projetar a exibição. Acontece nas noites de quinta a sábado, a partir das 20h e tem duração de 45 minutos.

Rio Petropolus Museu noite

O museu Casa de Santos Dumont é outra visita que agrada aos adultos e às crianças. Também conhecida como “A encantada”, essa foi a residência de verão de Alberto Santos Dumont, conhecido como o Pai da Aviação. Na praça em frente tem uma réplica do 14 Bis, o primeiro avião projetado por ele.

Rio Petrópolis 14 Bis

Objetos, livros, cartas, móveis e alguns itens de uso pessoal integram o acervo. O mais curioso está na entrada: a escada de acesso tem degraus em lados alternados, mas só é possível começar a subir com o pé direito.

Rio Petropolis Santos Dumont

Rio Petropolis Santos Dumont quadro

O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 17h30.

Além dessas duas visitas, ainda é possível fazer alguns passeios na cidade, principalmente em duas avenidas. Na Ipiranga ficam a igreja Luterana e a antiga residência de Rui Barbosa. Na avenida Koeler ficam os palácios Rio Negro e Sérgio Fadel, além da casa da Princesa Isabel. Nas proximidades fica a Catedral de São Pedro de Alcântara, em estilo gótico, e o Palácio de Cristal, com estruturas de vidro e arame no meio de uma parque verde. Na entrada sul da cidade fica o Palácio Quitandinha, erguido na década de 40 para ser o maior cassino da América do Sul.

Fomos a Itaipava, distante 30 quilômetros do centro de Petrópolis, com uma pequena área comercial. Em períodos de férias, o lugar ganha charme especial por conta do funcionamento de espaços temporários de entretenimentos.
Essa região é produtora de cerveja. Para os apreciadores, há bares especializados na bebida.

Nas últimas vezes preferimos apenas dar uma passadinha em Teresópolis. A estrada desde Petrópolis, pela BR-040, entrando um pouco antes de Itaipava, é estreita e cheia de curvas subindo a montanha. Melhor não ter pressa.

Centro de treinamentos da seleção brasileira de futebol

Centro de treinamentos da seleção brasileira de futebol

Além do centro de treinamento da seleção brasileira de futebol – conhecida como Granja Comary -, que pode ser vista de fora, há belas paisagens, áreas de compras e bons cafés. Também é bem frio e passar uns dias curtindo as áreas perto do centro tem os seus encantos. O principal cenário é a serra, com vista a partir do mirante para a formação rochosa conhecida como dedo de Deus.

Formação rochosa conhecida como dedo de Deus

Formação rochosa conhecida como dedo de Deus

Angra dos Reis e Paraty
A partir da movimentada Avenida Brasil, Angra dos Reis está distante cerca de 150 quilômetros da capital do Rio de Janeiro, em pouco mais de duas horas de viagem. A segunda metade desse trajeto é mais agradável, não só porque tem a curiosidade de passar às margens das usinas nucleares brasileiras, mas porque há cenários do alto da montanha avistando-se o oceano lá embaixo. É muito bonito.

A cidade de Angra não tem muitos atrativos. O segredo é escolher uma boa pousada, preferencialmente à beira mar e com píer próprio. Ficamos numa pousada pequena, com tratamento personalizado. Isso faz toda a diferença numa viagem.

Detalhe da pousada em Angra, um charme só

Detalhe da pousada em Angra, um charme só

O barco nos pegou na própria pousada para o passeio pelas ilhas, que é a atração principal em Angra. Passamos um dia navegando entre as ilhas, ouvindo as informações sobre quem tem casa em cada lugar e outras coisas típicas de coluna social. Paramos algumas vezes para um banho de mar e para almoçar numa das ilhas.

Rio Angra barco passeio

Paraty tem um astral completamente diferente. Encaramos 90 quilômetros de distância desde Angra para passar o dia nessa cidade que tem um centro histórico lindo. Foi um bate volta, ou seja, mais estrada para voltar.

Rio Paraty

Há muitas pousadas, cafés e restaurantes. Vale muito passar uns dias na cidade, que oferece passeios de charrete nas ruas de paralelepípedos e passeios de barco. Tem charme por todo lado. É um lugar encantador.

Todos os anos, no começo de julho, a cidade sedia a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, um encontro de escritórios em contato direto com o público. É um grande incentivo à leitura, porque a grande mídia brasileira divulga esse evento, que tornou-se um grande atrativo para a cidade histórica do litoral do Rio de Janeiro.

Niterói
Para quem está na capital do Rio de Janeiro, uma ida a Niterói é um bom programa, a começar pelo acesso pela famosa ponte Rio-Niterói ou pela barca.

Niterói tem alguns trechos que lembram a capital em tamanho reduzido.

A vista para a capital fluminense é uma das atrações.

Mas o Museu de Arte Contemporânea, projetado por Oscar Niemeyer e construído em 1996, é um espetáculo da arquitetura.

Rio Niterói museu

Numa parte alta da cidade – o Mirante da Boa Viagem -, parece uma nave espacial projetada no ar. Dentro, há exposições temporárias e interatividade. O acervo permanente é o segundo maior do país em arte contemporânea, com mais de mil obras.

Fizemos esse passeio numa manhã e aproveitamos o restante do dia no Rio, em visitas variadas.